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quarta-feira, 16 de março de 2011

Redes ajudam empresas a crescer até 50% ao ano

 

Internet também dá voz e poder ao consumidor. Empresários já falam em ‘revolução’

 

Rio - Em 2005, foi fundado o Camiseteria.com.br. A ideia era simples. Um site de vendas de camisetas estampadas com desenhos criados pelos próprios clientes e escolhidos por meio de concursos permanentes.

Nascida como uma rede social, hoje a empresa tem o relacionamento online no seu DNA, segundo seu fundador, Fábio Seixas, 36 anos. Nos últimos três anos, o crescimento médio anual é de 50%.

Seixas levou dois anos e meio até poder largar o antigo emprego e se dedicar exclusivamente ao Camiseteria. “Comecei ganhando o mesmo que no outro trabalho. Desde então, as coisas melhoraram consideravelmente”, diz o empreendedor.

Foto: Paulo Araújo / Agência O Dia 
 Fábio Seixas, fundador do Camiseteria.com.br, começou ganhando o mesmo que no emprego anterior e diz que, até hoje, a melhora foi grande | Foto: Paulo Araújo / Agência O Dia
 
De acordo com Seixas, o negócio se tornou mais social nos últimos anos, especialmente com o surgimento do Facebook e do Twitter. “Sempre tivemos uma postura muito aberta com novas tecnologias. Nós já lançamos o site com um blog corporativo, que é o mais antigo do Brasil”, diz o empresário.

O contato via Internet trouxe não somente crescimento às empresas que aprenderam a lidar com ele, mas criou também novas formas de negócios. É o caso das compras coletivas, novo formato de vendas na rede, que, no Brasil, surgiu no ano passado.

Um dos fundadores do site Oferta X, empresa de apenas nove meses de funcionamento, Daniel Deivisson, 36 anos, não vê seu negócio sem a existência das redes. “Quando a pessoa vê uma oferta imperdível, ela tende a contar para os outros. Se não existissem redes sociais, não existiriam compras coletivas”, afirma.

Para ele, as redes ajudam ainda a compreender melhor o pensamento do consumidor e o sentimento dele com relação à empresa e aos produtos. “Elas são fundamentais. O consumidor usa as redes sempre. Seja para conseguir um benefício, um melhor atendimento ou para expressar sua opinião. E ele compartilha o positivo e o negativo”, diz.

A solução, segundo Daniel, é usar as redes para conhecer o cliente. “É preciso ouvir muito o que o consumidor diz sobre a sua marca. Isso é fundamental.”

Segundo ele, vivemos hoje a ‘Revolução do Consumidor’. “Ele agora tem voz. Ganhou poder de barganha e pode influenciar outras pessoas. Quando você entende isso, a rede se torna essencial”.
Entender o funcionamento social da Internet é o segredo do sucesso

Segundo Fábio Seixas, o Camiseteria.com.br busca constantemente entender as relações sociais na Internet. O site foi, inclusive, pioneiro no Twitter. “Fomos a primeira empresa a ter perfil e, durante um bom tempo, fomos a mais seguida”, conta Seixas.

Hoje, o twitter.com/camiseteria conta com mais de 69 mil seguidores. Seixas conta que o envolvimento com os consumidores nas redes foi natural. “Nós não precisamos mudar a nossa forma de ser. Sempre fomos assim”.

Para o empreendedor, a grande sacada foi a inovação. “Tanto no atendimento quanto no marketing. Sempre fomos inovadores no formato”, diz.

Hoje, segundo levantamento do site socialbakers.com, o perfil do Camiseteria no Facebook conta com 56.883 fãs. É a 10º empresa mais “curtida” entre os usuários brasileiros.

“Somos uma pequena empresa que consegue entender esse lado das redes sociais. Para nós, é muito natural”, afirma Seixas.

Uma diferença que ele vê entre o Camiseteria.com.br e as empresas que estão explorando as redes é exatamente a naturalidade ao lidar com as redes: “Não somos uma empresa tentando aprender. Já está no nosso DNA”.

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