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domingo, 6 de março de 2011

Redes sociais: proibir ou não o uso pessoal no horário de expediente?

Comportamento
Utilização no ambiente corporativo para fins não profissionais é motivo de polêmica dentro e fora das empresas 
Maria Regina Almeida
da Reportagem Local

O uso das redes sociais no ambiente de trabalho tem gerado controvérsia e motivo para muita discussão, dentro e fora da empresa. Existem duas vertentes a serem analisadas: o uso profissional e o pessoal. Na primeira delas, a sua eficácia é inquestionável, porém, na segunda, aparecem os conflitos de interesse tanto do empregador quanto do empregado. No centro da polêmica estão o Facebook, Twitter e Orkut, as mais conhecidas e acessadas mídias de relacionamento do País.

O psicólogo e consultor de Recursos Humanos Gilberto Ortiz, sócio-proprietário da Nova Recursos Humanos, em Mogi das Cruzes, lembra que, no passado, assim que os meios de comunicação pela Internet foram popularizados, o tema causou divisão de opiniões nas empresas. "Inicialmente a solução foi proibir. Os empresários colocavam bloqueadores que, com o tempo se tornavam ineficazes, pois sempre havia meios de burlar os seus efeitos. Depois, estes recursos de comunicação viraram ferramentas de trabalho nas empresas. E-mails se tornaram o correio oficial e os demais, importantes ferramentas de vendas".

Segundo o consultor de RH da Nova, no caso específico das redes sociais, elas se tornaram uma grande oportunidade de Marketing nas empresas. Ele analisa também que o ponto central da discussão deve ser a criação de regras de utilização, para separar o profissional do pessoal.

"Minha sugestão seria criar ilhas de lazer e descanso, onde os funcionários poderiam tirar alguns minutos do horário de trabalho, ou nos horários de café e refeições, para atualizarem seus papos virtuais com suas comunidades e amigos da rede, atendendo, assim, a parte de utilização pessoal", pondera o consultor. 

Ortiz vê um ponto como certo: "Não adianta proibir, pois assim fica mais estimulante burlar os bloqueios . Nesta nova geração profissional, temos que colocar a modernidade e as facilidades de comunicação a favor da empresa". 

Villela da Matta, presidente da Sociedade Brasileira de Coaching, também observa que que a proibição é uma atitude muito drástica e, se aplicada de maneira sistemática, pode causar um clima de insatisfação entre os funcionários.

Para ele, existe uma tendência mundial para impedir o uso das redes sociais nos locais de trabalho. Entre as justificativas dadas pelos empresários estão o temor pelo uso indevido destas ferramentas, além da possibilidade de perda da produtividade dos funcionários, contaminação por vírus e até vazamento de informações sigilosas. 

"O que algumas empresas ainda não entenderam é que as novas gerações estão acostumadas a realizar várias tarefas ao mesmo tempo, assim, o uso das redes de relacionamento no trabalho não necessariamente vai interferir no desempenho dos funcionários. Além do mais, a sua utilização pode trazer benefícios às empresas, como maior integração entre os colaboradores e aumento da velocidade da comunicação interna", destaca Villela da Matta.

Psquisa divulgada pela Manpower, revela que as empresas brasileiras são as que mais exercem controle sobre o uso de mídias sociais no mundo.


Ética
A professora de Semiótica e de Filosofia da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), Luci Bonini, aponta que o tema acerta em cheio a questão ética. "As redes sociais estão focadas no lazer e entretenimento dos seus usuários. As pessoas, na maioria das vezes, desconhecem os limites. O local de trabalho não é lugar para a atividade pessoal", adverte Luci, que é uma "evangelista" tecnológica e carrega o título de embaixadora da Google no Brasil. 

Fonte: Mogi News
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