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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Redes Sociais. Amigas ou inimigas da produção?

MSN, twiter, facebook e orkut são algumas das redes sociais mais utilizadas por milhares de pessoas. No entanto, no trabalho, elas podem ser as vilãs do bom desempenho. Algumas empresas necessitam do recurso como ferramenta de trabalho e outras temem que os colabores utilizem os sites de relacionamento somente para conversas pessoais.

De acordo com o consultor de empresas Braz Ismael Vendramini, a liberação destes recursos é muito arriscada, já que os sites permitem a conversa entre várias pessoas ao mesmo tempo. "Acho que o fato de poder estar em contato com várias pessoas pode tirar a atenção de uma negociação de trabalho importante, por exemplo", afirma o consultor.

Vendramini acredita que a utilização das redes sociais no trabalho só é válida quando o foco está na produção. "Se a empresa necessita destes recursos por motivos comerciais, aí sim o resultado pode ser positivo", acrescenta.

Na empresa Aldo Componentes Eletrônicos, em Maringá, alguns setores como o Marketing e a Editoração utilizam o msn, o facebook e o youtube para fins comerciais. "Monitoramos o acesso de todos os colaboradores e, de acordo com o regimento interno da empresa, só é permitido adicionar contatos de trabalho. Se o funcionário fizer contatos pessoais será advertido", relata a assistente de Recursos Humanos, Cristiane Araújo.

Já na empresa Viapar, só alguns gestores têm acesso livre às redes sociais e quase todos podem utilizar uma rede social específica para relações empresariais.

De acordo com a assessoria de imprensa da Viapar, o acesso é restrito aos outros colaboradores porque a empresa já teve experiências de funcionários que deixaram de produzir a quantidade esperada por utilizarem os sites para assuntos pessoais.

O consultor Braz Vendramini observa que a maioria dos sites de relacionamento não tem total segurança contra a entrada de vírus no computador e esse é um fator que pode prejudicar a empresa. "Ouvimos frequentemente casos de disseminação de vírus, através desses sites, e ainda a presença de hackers que podem até desvirtuar a idoneidade da empresa", explica.

Vendramini também questiona se realmente vale a pena uma empresa investir em um sistema avançado de monitoramento para manter com tranquilidade o acesso livre às redes sociais.

"Acho que, a partir do momento que a empresa contrata o colaborador, deve dar um voto de confiança", comenta. Ele ressalta que, de acordo com dados do IBGE, no Brasil, mais de 40% das pessoas possuem internet em casa.

"Na minha opinião é desnecessário liberar o acesso a todos às redes sociais em algumas empresas, já que os funcionários podem utilizar os sites nos horários em que não estão trabalhando", afirma.

Fonte: O Diário
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