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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

"Raulzada" exibe dinheiro de golpes virtuais em redes sociais

Foto: Kaspersky
Criminosos mostram dinheiro 
ganho com golpes em redes sociais
A “raulzada”
No Brasil como em outros países da América Latina, os crimes virtuais estão cada vez mais próximos dos crimes comuns, afirmaram os analistas da Kaspersky durante o evento Ibero-American Analist Summit, realizado em Cancún (México). “Em cinco anos, narcotraficantes e outros criminosos perceberão que podem usar malware para ganhar mais dinheiro sem se expor”, diz Dmitri Bestuzhev, diretor de pesquisa e análise da Kaspersky para a América Latina.

Segundo a Kaspersky, cada cibercriminoso brasileiro se autodenomina um “Raul” e a classe destes criminosos é conhecida por aqui como “raulzada”. Por conta da impunidade, eles exibem fotos com o dinheiro ganho em suas transações ilegais em fotos publicadas em perfis no Orkut e também em vídeos publicados no YouTube.

Segundo os analistas da Kaspersky, os cibercriminosos brasileiros são geralmente homens jovens, enquanto as mulheres são usadas apenas como “laranjas” que recebem o dinheiro roubado durante os ataques. Como as atividades envolvem desde a criação do programa malicioso até a venda para outros cibercriminosos, a atividade envolve desde estudantes de graduação na área de análise de sistemas até pessoas sem formação alguma. “Em cada ataque no Brasil, eles ganham entre R$ 300 e R$ 1 mil”, diz Assolini.

Além de usar Twitter e Foursquare para gerenciar os ataques, os cibercriminosos mantém um sistema online de reputação para avaliar quem participa do “sistema”. Lá, a cada transação os criminosos são classificados como “honestos” ou “desonestos” para que os outros saibam quem paga corretamente pelos ataques.

Ataques mais avançados virão
Em cinco anos, segundo Bestuzhev, o Brasil também deve começar a enfrentar ataques mais avançados, como do tipo ATP. Neste tipo de ameaça, cibercriminosos tentam roubar informações sigilosas do governo ou comprometer sistemas importantes, como os usados para controlar plantas de extração de petróleo. “Esses softwares possuem vulnerabilidades que serão exploradas por cibercriminosos”, diz Bestuzhev.

Atualmente, a Kaspersky trabalha com a Polícia Federal no Brasil para ajudá-los a rastrear os ataques e identificar os criminosos. Contudo, a falta de uma lei que permita julgar e punir esses criminosos, segundo Fábio Assolini, analista de malware da empresa, impede que os crimes sejam julgados. “Já acompanhamos um caso de um cibercriminoso brasileiro que foi preso três vezes, mas teve que ser solto por causa da falta de legislação”, conta Assolini.

A repórter viajou a Cancún a convite da Kaspersky

Fonte: IG
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