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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

5 tendências sociais para empresas nos próximos cinco anos

Crédito: Thikphoto
Com a redução das empresas, expansão definitiva do marketing e evolução das mídias sociais, novas tendências estão surgindo
Não há argumentos contra o quanto a rede social mudou a forma das pessoas interagirem umas com as outras. Mas como fica esta questão no espaço profissional? Certamente, a rede social tem marcado grande presença dentro das empresas, mas isso é apenas o começo. Saiba, na visão de especialistas, como as redes sociais vão mudar as empresas nos próximos cinco anos.

1. Diminuição das organizações: mídias sociais vão acabar com as barreiras hierárquicas e expandir as habilidades dos usuários de se conectar com pessoas que realizam o melhor trabalho – não importa o tipo de tarefa ou função que o funcionário desempenha. “Nas empresas sociais, organizações vão ser reduzidas, podendo descobrir pessoas com habilidades críticas e conhecimento relevante em outras áreas das organizações, em vez de ter a percepção limitada pelo trabalho formal”, acredita Peter Coffee, vice-presidente e responsável pela plataforma de pesquisa da Salesforce.com.

Luosheng Peng, CIO Gageln, acredita que o acesso a informações, pessoas e ferramentas tem sido com frequência silos do passado. “Por exemplo, equipe de vendas deve receber atualizações de inteligência competitiva ou apenas o time de relações públicas poderá ver antes as novidades do mercado? As mídias sociais vão quebrar essas barreiras, proporcionando igualdade de acesso às informações em todos os níveis e função de trabalho. Os CEOs vão perceber que as idéias mais inteligentes da organização surgem de forma inesperada.”

2. Seus clientes serão a maior – e mais ativa – parte da comunidade: companhias experientes têm utilizado redes sociais como forma de aproveitar o feedback e informar o desenvolvimento de estratégias de produtos. Essa tendência vai crescer. “Você pode formar comunidades de interesses com seus consumidores, que, frequentemente, vão saber mais do que os seus funcionários sobre os limites e possibilidades que os produtos podem ter ou fazer”, aponta Coffee. “Você pode criar uma rede que inclua os próprios produtos, promovendo retorno em tempo real sobre as necessidades dos clientes, em vez de esperar que seus consumidores lembrem e descrevam uma lista de desejos para melhorar o produto. Você pode fazer seu negócio especial, mesmo em um mercado que constantemente flerta com a comoditização, tornando seus produtos, amigos dos clientes.”

3. O modelo tradicional de serviço ao consumidor será transformado na sua cabeça: conversando com consumidores, empresas vão aumentar o uso das mídias sociais para melhorar os serviços aos clientes. Karim Guessous, CEO e co-fundador da Tradepal, fez a previsão de que mais de 50% dos serviços ao consumidor vão ser conduzidos via redes sociais. “Entretanto, a FAQ pode ajudar quando houver suporte individual.”

4. Rede social interna vai ser a nova intranet: assim como a intranet evolui a partir da internet pública, também existem redes sociais internas que evoluíram a partir de plataformas como Twitter e Facebook. Evoluindo, empresas vão passar a usar as mídias sociais internas como principal plataforma de comunicação. “O uso das redes sociais para disseminar informações empresariais, formação de equipes e conhecimento para capturar e transferir será a regra, não a exceção”, acredita Jay Baer, co-autor do livro “NOW Revolution” e presidente da Convince & Convert, empresa de estratégias em mídias sociais. “As operações culturais continuam a ganhar velocidade, os negócios empresariais vão se transformar nas mídias sociais internas – a nova intranet – para formar conexões em torno dos membros dos times.”

5. O marketing funcional irá expandir: de acordo com Baer, as mídias sociais fazem com que qualquer pessoa da empresa seja um “marketeiro” em potencial. “Funcionários não fazem comerciais à noite ou projetam anúncios aos finais de semana”, pontua Baer, mas o aproveitamento das redes sociais dos funcionários, que, voluntariamente, falam da empresa na rede, é uma grande oportunidade para a companhia. “É claro que isso irá exigir que a empresa ofereça treinamento e orientações no lugar para garantir que as mensagens estão de acordo com as políticas de metas e negócios.”

Essas previsões apenas tocam nas questões e nas mudanças que as mídias sociais vão, certamente, trazer para as empresas. “Isso está acontecendo agora, no prazo máximo de um a três anos, será um exigência competitiva. Para sair na frente, as companhias devem pensar sobre a capacidade dos membros do seu time em aceitar e adotar”, avalia.
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