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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Empresas locais fidelizam clientes e ampliam negócios com redes sociais

Investir em redes sociais como Twitter, Facebook e Orkut se tornou oportunidade de negócios nos mais variados segmentos comerciais, como atestam empresas de Manaus.
Vários contratos de compra e venda executados pela Cicar Veículos iniciaram pelo perfil da empresa nas redes sociais.
Foto: Arlesson Sicsú
Vários contratos de compra e venda executados pela Cicar Veículos iniciaram pelo perfil da empresa nas redes sociais. 
Manaus - Orkut, Twitter e Facebook tornaram-se ferramentas a serviço do Marketing e da Publicidade nas mais variadas modalidades de negócios de Manaus. Lojas de roupas e acessórios femininos, escola de idiomas revendedora de veículos são alguns dos segmentos que entraram no mundo virtual, principalmente, para atrair e fidelizar clientes, divulgar e comercializar produtos, ampliando o atendimento.

Só para se ter uma ideia, nos Estados Unidos, o F-commerce (a arte de negociar produtos e serviços através da rede social Facebook), responde por 20% das vendas de e-commerce de grandes marcas. Se comprar sem sair de casa já era bom, por meio das redes sociais então, ficou ainda mais interessante.

Em Manaus, as redes sociais têm funcionado mais como canal para divulgação de propaganda. “Postamos informações sobre eventos, promoções, lançamentos de coleções, editoriais, entrevistas, dicas de moda e tendência”, comentou Flávia Alakra, proprietária da loja ‘Flavvi’, que tem perfis no Orkut, Twitter e Facebook.

Para a empresária, entre os benefícios está o aumento das vendas. “Muitos seguidores começaram como clientes em potencial e passaram a ser reais através dessa mídia nas redes sociais”. Segundo Flávia Alakra, a partir da adesão às redes sociais, as vendas cresceram em torno de 40% e o fluxo na loja aumentou 15%.

Interatividade imediata
Após começar como loja virtual, a ‘Moda à Porter’ passou a ter loja física e aderiu em seguida ao Orkut, Twitter, Facebook e by Mk, esse último, um site que possibilita montar composições com diversos produtos. Segundo a proprietária Paula Augusta, o principal objetivo é manter um relacionamento mais próximo e pessoal com os clientes. “O atrativo é a possibilidade de manter essa interatividade instantânea, saber o que as clientes gostam, receber críticas e elogios, ter resposta rápida sobre os eventos dos quais participamos”.

O feedback é uma das consequências da ‘presença’ na internet mais valorizada pelas empresas. “Além de divulgarmos atividades extras e dicas de inglês e espanhol, recebemos principalmente sugestões sobre como realizar eventos com a ‘cara’ dos nossos alunos”, comentou Igor Neves, coordenador pedagógico da unidade do Centro de Idiomas CNA, que mantém perfis no Twitter e Facebook, há sete meses.

A imediaticidade no retorno é outra vantagem apontada pelo serviço. “As pessoas respondem muito rápido nas redes sociais, às vezes tentamos telefone e e-mail, mas não conseguimos contato. Algumas vezes, elas não atendem ao celular, mas respondem os posts por ele. Já realizamos matrículas que se iniciaram em contatos no Facebook”, contou Neves.

A doceira Cristina Santana,43, não conseguiu acompanhar a demanda dos trabalhos depois que passou a divulgar seus dotes culinários pelo perfil do Facebook criado pela sobrinha. “Foi muito bom. Excelente. Teve um leque de clientes diferentes, de toda a classe social. As pessoas comiam os bolos e comentavam no Face e logo surgiam as encomendas, mas ela pediu para tirar. Não conseguiu dar conta”, disse a irmã de Cristina, Marly Santana.

Gerenciamento das redes se faz necessário
Com a alta demanda pela participação em redes sociais, empresas foram criadas, transformando a atividade em negócio. Fundada no início de 2011, a Ugagogo Invenciones Tecnológicas oferece como serviço o ‘mídia mix interativa’. “Fazemos o monitoramento 24 horas das redes sociais dos nossos clientes, criando um relatório mensal sobre os comentários positivos e negativos sobre a empresa na internet”, explicou o proprietário da José Amaro Barros Júnior.

Mais do que clipping digital, o serviço abrange a interação com os clientes via redes sociais. “Para isso, precisamos estar também em contato direto com as empresas que nos contrataram”. Desde a criação, a gerenciadora de redes sociais já atendeu 10 clientes e hoje mantém cinco. O preço do serviço varia de R$ 1,8 mil a R$ 2,5 mil, dependendo do tempo de contrato. “Quanto menos tempo, mais caro, porque é mais difícil de mostrar resultado”.

Os clientes que contratam os serviços são segmentos variados, vão desde clínica odontológica a revendedoras de carros. A Cicar Veículos é uma desses clientes da Ugagogo. “No Facebook e no Twitter da empresas divulgamos ofertas do catálogo de carros, descrevendo o modelo, além de postar informações sobre o mercado de veículos e dicas de trânsito”, explicou Amaro, acrescentando que muitos contratos de compra e venda de veículo começaram na internet.



Fonte: D24AM
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