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domingo, 25 de setembro de 2011

O que falta para evoluirmos no marketing digital?

Fonte: Google Imagens
Toda a vez que eu vejo um site de uma grande empresa, ou mesmo de um órgão governamental no qual o “Fale Conosco” não tem o telefone do 0800 ou SAC, confesso que me arrepia até a alma. Depois os gestores de marca dizem que internet não funciona. Será mesmo que não funciona?

Tenho percebido, através de eventos e estudos sobre a internet, que há muito tempo o brasileiro já sabe usá-la; até mesmo interagir, criar, ver, analisar e ler na web. Por que as marcas estão míopes para isso? Muitas vezes, vi diretor de empresa dizendo que internet é “coisa para o meu sobrinho xavecar a mulherada”. E ter smartphone, acessar e-mail, ler as notícias de economia, ou notícias sobre o seu time na web?

Está na hora de as marcas terem mais atitude na web. As que têm estão se dando bem! Isso não é o Felipe Morais quem está dizendo, mas sim os números dessas empresas. Recentemente, conversei com amigos de uma grande empresa que me disseram números assustadores – no bom sentido da palavra – sobre o quanto vendem na web, porém, conhecendo a estrutura e o pensamento da marca, não é de se assustar com os números.

Não colocar todas formas de contato no site para que o seu consumidor não possa falar é miopia total. O consumidor já sabe que e-mail ou formulário de contato não funciona. São raras as empresas que respondem, o que dirá as que respondem rapidamente. 

Outro dia, publiquei no meu Twitter um comentário sobre uma marca que demorou duas horas para responder a um tweet meu. Em duas horas, eu já tinha resolvido meu problema. A partir desse episódio, eu cheguei a uma nova “ideologia” de marketing: dez minutos em redes sociais é uma eternidade! E muita gente concordou comigo.

Ao que me parece, muitas empresas estão fugindo dos consumidores. Não colocam o 0800 no site, não respondem as questões no Twitter, não olham os e-mails que recebem, não interagem no Facebook e acreditam que o Orkut morreu. Uma rede social com 44 milhões de usuários realmente morreu? 

Quando a marca foge do seu público, ela perde esse elo que o consumidor quer construir. Se ele quer se relacionar, as marcas não podem fugir, ou isso terá impacto na contabilidade da empresa. Na web, as pessoas querem se relacionar com as marcas que consomem, mas se o consumidor inicia uma conversa e a marca não responde, que relacionamento é esse de mão única? E quem é que gosta de falar sozinho?

Internet não é fim, é meio. É por onde o consumidor vai querer saber mais sobre a marca A, B ou C. Ele é impactado pela TV, pelo rádio, ou pelo jornal e entra no site para saber mais! Isso é algo que já foi constatado há tempos, mas os gestores de marcas sabem a respeito? Infelizmente, poucos.

No começo de 2011, ouviu-se falar muito de S-commerce, que é o comércio através das redes sociais. Ainda hoje, segundo semestre de 2011, se ouve muito a respeito. Uma mulher, pertencente à classe D, da favela da Rocinha, já vende produtos de beleza pelo Orkut, Twitter e Facebook há dois anos. Sozinha, ela recolhe o pedido, embala, entrega, dá dicas de como usar e posta vídeos no YouTube.

E só agora as marcas, com seus profissionais gabaritados de marketing, começam a pensar nisso. Essa mulher tem pouco estudo, mas dá uma aula de marketing digital para as multinacionais que dizem “não vou entrar em redes sociais para as pessoas não falarem de mim”. Ledo engano. Elas já falam há anos.

E aí, quando vamos evoluir?

Fonte: iMasters
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