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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Satélite alemão entrou na atmosfera da Terra, diz Centro Aeroespacial

O Centro Aeroespacial Alemão (DLR, na sigla em alemão) informou neste domingo (23) que o satélite aposentado Rosat entrou na atmosfera da Terra no início da madrugada, mas não confirmou que destroços tenham atingido a superfície do planeta.

Não está ainda claro ainda, segundo o DLR, onde o equipamento entrou na atmosfera.

O DLR anunciou na quarta-feira (19) que um satélite aposentado poderia cair de volta na Terra neste fim de semana. Os cientistas disseram que não saberiam informar em que parte do planeta as peças cairiam.

O satélite é do tamanho de uma minivan e pesa 2,4 toneladas. Ele vai se queimar durante a reentrada na atmosfera, mas 30 fragmentos, que juntos têm 1,7 tonelada, poderiam atingir o solo. A maior dessas peças é um espelho resistente ao calor.

“Todos os países do mundo entre 53 graus norte e 53 graus sul podem ser afetados”, afirmou Andreas Schütz, porta-voz do DLR. A vasta área inclui a maior parte das regiões habitadas do planeta e todo o território brasileiro.

Ilustração do satélite Rosat, lançado pelo Centro Aeroespacial Alemão em 1990 (Foto: AP Photo/EADS Astrium)
Ilustração do satélite Rosat, lançado pelo Centro Aeroespacial Alemão em 1990. (Foto: AP Photo/EADS Astrium)
 
O Rosat foi lançado em 1990 e pôs em órbita o primeiro telescópio espacial a usar raios X para captar imagens. O aparelho foi usado para estudar buracos negros e estrelas de nêutrons até 1999, quando foi aposentado. Na época, ele voava a entre 565 km e 585 km da Terra. Desde então, ele vem perdendo altitude; em junho de 2011, a distância para a superfície era de 327 km.

Em setembro, um satélite da Nasa provocou medo depois que a agência norte-americana anunciou que ele cairia na Terra. Porém, a reentrada aconteceu sobre o Oceano Pacífico e não causou nenhum estrago aparente.

A DLR calcula que a chance de alguém ser atingido por uma peça do Rosat é de uma em 2 mil – um pouco maior do que a que a Nasa calculava para seu satélite, no mês passado. Como há cerca de 7 bilhões de pessoas na Terra, o risco de que você seja atingido é de cerca de um em 14 trilhões.

Fonte: Click PB
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