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sábado, 26 de novembro de 2011

O movimento traga a sua própria rede social começou

Redes sociais surgem cada vez mais dentro das companhias – mas nem todas são oficialmente sancionadas. Realmente muitas redes sociais internas estão escondidas – intencionalmente ou não – dos gerentes de negócio de TI. O que uma empresa pode fazer? É melhor olhar de outra maneira ou bloquear essas redes? Ou, as companhias devem adotar o método “traga a sua própria rede social’”? 

Assim como aconteceu com as redes wireless e smartphones, as redes sociais chegam pela porta dos fundos em muitas companhias. Isso significa que usuários colocam isso contra eles mesmos para implantar sistemas sociais como Yammer ou Jive ou se voltam para plataformas sociais como Salesforce.com sem permissão explicita ou suporte dos departamentos de TI. 

Kelli Carlson-Jagersma, da Wells Fargo, formou recentemente uma estratégia social liderada por Nathan Bricklin, que está desenvolvendo e implementando estratégias de colaboração interna. Atualmente existem exemplos de redes sociais internas em conjunto com as companhias, mas isso apenas aconteceu porque um funcionário teve a capacidade de ligar o seu próprio aparelho em uma rede social para conectar-se a uma aplicação existente na companhia, disse Kelli. Ela acrescentou que o objetivo do seu time era identificar todas essas instancias e oferecer a eles um sistema padronizado. “Nosso objetivo é alinhar todas as redes sociais da empresa que tenham sido trazidas, conectadas ou configuradas com abordagem apropriadas que agreguem valor”.

Doug Landoll, diretor de gerenciamento de risco na empresa de segurança Accuvant, disse que é difícil imaginar uma organização que não precise abordar esta questão. “Rede social é a chave da comunicação e está se tornando fundamental, praticamente enraizada em nossa cultura”, disse. “Se uma organização permite acesso aos meios de comunicação social, através da empresa, a tentativa de restringir tal acesso ou utilizar as mídias sociais no seu próprio departamento de marketing vão oferecem oportunidades, mas também apresentar riscos que não são compreendidos por muitas organizações”.

Especialistas concordam que essas redes estão sendo configuradas para não aceitarem nenhuma intenção maliciosa, mas a maioria é feita por funcionários que enxergam o potencial da rede social em suas organizações e ficam frustrados por não serem capazes de aproveitá-la.

“Porque pessoas dentro das organizações usam redes sociais internas não autorizadas? A resposta é simples”, disse Joel Lundgren, supervisor sênior e conselheiro da comunidade de gestão estratégica com a IFS AB, provedor do software ERP. “Eles estão frustrados porque não conseguem fazer seu trabalho de forma eficiente”. “Sua atual infraestrutura de colaboração e comunicação está desatualizada e não tem comparação com a experiência de comunicação online que tem com amigos e família”, explicou.

“Eles sentem-se limitados”, adicionou. “Estão com as mãos amaradas nas costas enquanto desejam fazer um bom trabalho”. Eles são alimentados pelos ambientes de negócio, mas atrasados no mundo dos consumidores – eles trabalham fora do trabalho. Eles desejam a capacidade de se comunicar onde estiverem e não ficar restrito aos horários de expediente do escritório. “Seus funcionários estão à sua frente. Eles já viram uma oportunidade que você mesmo não viu”. 

De fato, Ari Lightman, professor na universidade Carnegie Mellon, disse que prefere usar o termo “necessidade” do que “trapaça” quando se trata de sistemas de redes sociais não autorizadas. “Esta é uma questão interessante. Pessoalmente, eu não acredito que essas redes sociais sejam trapaças; mas que os trabalhadores estão usando por necessidade”.

Como notou Lightman, é claro que existem riscos. “Uma das preocupações que o departamento de TI enfrenta não apenas segurança mais grupos individuais usando os mecanismos para intenções maliciosas”. 

Por fim, disse Lightman, companhias que estão hesitantes, ou até mesmo detestam configurar algum tipo de rede social irá precisar de capacidade para englobar o modelo – ou até mesmo tolerá-lo – por meio do uso controlado de implementações. “Eu acredito que companhias precisam entender que as próximas gerações de trabalhadores estão acostumadas a usar plataformas sociais para comunicação, colaboração e inovação”, disse. “Se pecarem para entender essas necessidades e oferecerem plataformas que imitam o que elas estão acostumadas, então, estarão perdendo a oportunidade de aumentar a produtividade e o engajamento e, em alguns casos, deixarão até mesmo de ser atraente a nova força de trabalho”.

Lundgren alertou que organizações, ao menos, estão solucionando os problemas para redes não autorizadas por meio do conhecimento de pessoas que querem configurá-las, como parte da estratégia essencial para “transformar o não autorizado em autorizado”. Isso é quase certo para lidar com um propósito maior, criando ambientes de produtividade social nas organizações, disse. “Agendar reunião com pessoas que tomaram a iniciativa”, disse Lundgren. “Saiba em primeira mão quais benefícios terá ao usar ferramentas não autorizadas e como isso poderá melhorar os negócios”.

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