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domingo, 27 de novembro de 2011

Redes sociais expõem jovens garotas a bullying 24 horas por dia

De acordo com a professora britânica Jean Gross, os avanços tecnológicos e, especialmente, as redes sociais são os principais responsáveis por expor cada vez mais adolescentes ao bullying durante o período de colégio.

Cena do filme Meninas Malvadas. (Foto: Divulgação)
Cena do filme Meninas Malvadas. (Foto: Divulgação)
Além das redes sociais, segundo a professora, serviços de mensagens instantâneas e de texto no celular são também frequentemente utilizadas como ferramentas de exclusão de adolescentes.

“Qualquer pessoa que tenha vivido a adolescência sabe como as adolescentes podem, em muitas vezes, tornar a vida de outra garota na escola um pesadelo, através da comunicação ofensiva e da formação das ‘panelinhas’”, ressaltou Gross.
A professora usa como exemplo o filme “Meninas Malvadas”, que expõe o assédio moral e a segregação dos grupos sociais. No longa, os “superiores” ou “descolados” excluem aqueles que não estão no seu grupo de afinidades.
Para Gross, com a tecnologia, as meninas contam com novas formas de exclusão. O que antes era feito apenas pela linguagem verbal, agora é realizado por mensagens de texto no celular, atualizações no Twitter ou mensagens no Facebook.

Um estudo recente feito pela Anglia Ruskin University mostra que uma em cada cinco crianças britânicas são vítimas de cyberbullying. Das 273 meninas entrevistadas, 60 (22%) confessaram já terem sido submetidas a ações ofensivas online vindas de outras garotas.

Outra pesquisa feita pela empresa de análise de mercado Mintel revelou que as garotas na faixa entre 10 e 12 anos também sofrem pressão de colegas para participar das redes sociais, criando assim outro efeito de exclusão em seu meio. Segundo o estudo, a popularidade do Facebook entre as crianças britânicas é elevada: 54% dos britânicos com até 13 anos de idade usam a rede social todos os dias, o que reforça a preocupação de Jean Gross.

Um porta-voz do Facebook, por sua vez, afirmou que a empresa estabelece como prioridade a segurança dos seus usuários, e deixa claro que não há espaço para o assédio moral na rede. Jean Gross completa dizendo que as meninas são mais suscetíveis à pressão de colegas, principalmente quando sabem que são alvo de comentários de outras meninas. Já os meninos, segundo a professora, são menos influenciados pela opinião alheia.

Fonte: Tech Tudo
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