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sábado, 7 de janeiro de 2012

Opinião: as maiores qualidades (e alguns defeitos) do Android

Apesar de não ser perfeito, sistema da Google possui mais pontos positivos do que negativos; widgets e liberdade para usuários são alguns deles.

Muito já foi dito sobre o sistema Android desde sua apresentação pela Google, para o bem ou para o mal. Ele já foi louvado como um modelo de código aberto que levou a criação da Open Handset Alliance. Mas também criticado por ser fragmentado como uma plataforma e pelo ritmo acelerado de novos lançamentos, o que torna difícil para os usuários e fabricantes acompanharem.

Obviamente, também iniciou um novo grupo de “guerra religiosa” de tecnologia entre os usuários Android, iOS, RIM e Windows Phone. Isso não é algo novo no mundo da tecnologia – ainda existem muitos defensores do Amiga por aí. Na verdade, não há algo como uma plataforma perfeita que vai satisfazer a todos. Para mim, o valor de uma plataforma sempre derivará do que ela pode me ajudar a fazer melhor, como pode me entreter de novas maneiras e como pode tornar minha vida mais fácil.

Dito isso, confira abaixo cinco coisas que eu realmente gosto ou odeio nos aparelhos Android que tendem a diferenciá-los dos outros no mercado. Como em qualquer discussão sobre tecnologia, sua “milhagem” vai variar; é por isso que chamamos isso de “tecnologia pessoal”.

Widgets – Adoro os widgets do Android. Esses mini aplicativos vivem na tela inicial e podem entregar de tudo, desde a hora, clima e atualizações de ações até status de redes sociais e comando e controle de configurações e serviços. Claro, outras plataformas possuem coisas parecidas, como os Live Tiles do Windows Phone, mas nenhum outro fornece a profundidade de customização pessoal como o Android. Essa flexibilidade me permite criar a interface de usuário que eu quero ver, com a informação que eu preciso sempre de forma rápida e acessível.

Aplicativos alternativos – Também adoro o fato de não estar preso a uma única loja de aplicativos. Graças a generosidade da Amazon, por exemplo, consigo um app Android gratuito interessante quase todo dia. Posso facilmente trabalhar com desenvolvedores para testar novos aplicativos. Há um lado negativo nisso? Claro: há muito mais softwares maliciosos por aí; você precisa saber o que está instalando e de onde esse app vem. Uma loja controlada pode ser ótima se cortas os itens perigosos, mas acho que os benefícios da flexibilidade do Android superam os riscos. Infelizmente, algumas fabricantes de aparelhos Android proíbem os usuários de aproveitarem esse recurso.

Telefones enormes – Essa é uma das coisas que não gosto no Android. Para mim, um telefone com uma tela realmente grande compromete a experiência de uso e ainda fica longe da experiência de usar um tablet. Mas apesar de saber que nunca usaria um telefone maior que meu bolso, você não pode chamar isso de uma falha real do Android. Isso é porque eu não sou todo mundo; algumas pessoas vão adorar essas telas grandes (e talvez elas tenham bolsos maiores que eu). E isso acontece também porque grandes telefones não representam todo o universo Android; os aparelhos da plataforma estão disponíveis em uma variedade de tamanhos, e como discuto abaixo, alguns são pequenos o bastante para serem usados.

Teclados e canetas como aparelhos de entrada de informações – Não quero uma caneta stylus como meio de entrada (input) principal, apesar de poder ser algo útil para tomar notas. Também prefiro teclados touch-screen a pequenos teclados físicos. Mas novamente, não sou todo mundo, e algumas pessoas parecem muito empolgadas em terem um teclado em seus telefones. De qualquer forma, é bom ver um ecossistema próspero que está tentando de várias formas. Seja um aparelho baseado em teclado da Motorola ou de 5” integrados com caneta da Samsung, provavelmente há um Android que é o certo para suas necessidades.

Opções geek – Você pode fazer algumas coisas bem selvagens com o Android, como hackear uma nova versão do sistema operacional para o seu aparelho mesmo que sua operadora ou fabricante não tenha suporte para isso. E as companhias de aparelhos também fizeram algumas coisas excêntricas. (No verdadeiro espírito Android, a versão Honeycomb do sistema para tablets já foi portada.) Você pode comprar um acessório de vestir no pulso para o MotoActv, mas o WIMM One da WIMM Labs é feito especialmente para levar o Android para o seu pulso como um relógio “ultra-conectado” que começa a cumprir a promessa de aparelhos de computação utilizáveis. Então há o Kindle Fire, da Amazon, que pode muito bem se transformar no tablet Android mais famoso do mercado, mesmo com seus usuários provavelmente não tendo ideia de que esse é um aparelho com Android para começo de conversa (ele usa um sistema baseado na plataforma). Tudo isso sugere um nível básico enraizado de “nerdice” que eu gosto e que poderia abrir a porta ao longo do ano para muitos aparelhos que simplesmente não existiriam sem o Android.

O Android não é perfeito: não lida com armazenamento externo de uma forma unificada correta, o suporte para o Microsoft Exchange é falho, e existem grandes problemas com a fragmentação da plataforma que significam que nem todos os apps e serviços rodarão em um determinado aparelho. Dito isso, o Android preencheu uma parte importante da vida “pós-PC”, entregando uma experiência que o Linux tentou e falhou em alcançar nos dias em que o PC definia a computação pessoal.

Michael Gartenberg é um pesquisador de segurança na Gartner. As opiniões expressas no texto são todas do autor. Siga-o no Twitter: @Gartenberg.
Fonte: IDGNow
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