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domingo, 20 de maio de 2012

Novo recurso do Google tenta oferecer busca mais inteligente

O Google está introduzindo uma nova ferramenta, desenvolvida para tornar seu mecanismo de busca mais inteligente.

O novo recurso, que estreia na última quarta-feira (16), usa um banco de dados montado pelo Google que inclui mais de 500 milhões de pessoas, lugares e solicitações frequentes para oferecer um sumário de informações vitais ao lado dos principais resultados das pesquisas.

O Google passou os últimos dois anos recolhendo informações na Wikipédia, no CIA Factbook e em outras fontes para expandir um banco de dados de 12 milhões de itens que ele conseguiu ao adquirir a Metaweb, em 2010.

O armazém de informações, chamado pelo Google de Knowledge Graph, é uma tentativa do mecanismo de busca de fornecer respostas da maneira mais rápida e concisa possível, para que usuários não tenham que passar por toda a mistura de links na página de resultados principais.

As informações extras aparecerão em caixas à direita dos resultados principais da busca. O Google disponibilizará o recurso gradualmente para usuários logados em suas contas nos Estados Unidos durante os próximos dias, antes de estendê-lo para um público maior.

As mudanças chegam em um momento em que o Facebook, um dos maiores rivais do Google, prepara-se para completar uma oferta inicial pública de ações que tem dominado o noticiário de tecnologia. O lançamento do Knowledge Graph ocorre uma semana depois de a Microsoft anunciar uma reforma no Bing. O segundo maior mecanismo de busca exibirá em seus resultados de pesquisas informações de redes sociais como o Facebook -- que geralmente não aparecem no Google.

O Knowlegde Graph funcionará de diferentes maneiras.

Se alguém fizer uma busca que pode ser interpretada de diferentes maneiras, como "kings" (reis), o Google exibirá uma caixa à direita com várias opções, como a equipe de hóquei Los Angeles Kings, o time de basquete Sacramento Kings e o programa de TV "Kings". Ao clicar em uma delas, apenas resultados relacionados à alternativa selecionada serão exibidos.

Pesquisas sobre pessoas ou lugares específicos gerarão miniaturas de imagens com estatísticas relacionadas. O Google baseia-se em análise de buscas antigas para supor o que as pessoas provavelmente procuram e, assim, selecionar as informações a serem exibidas.

O Google coloca o Knowledge Graph como um passo importante na evolução da busca na internet. A empresa está tentando fazer a difícil transição de uma mera apresentação de links na web para o fornecimento de respostas que as pessoas esperam receber quando fazem uma pergunta para um especialista.

O recurso deve ainda ajudar a empresa a resolver outro problema. Sites à procura de tráfego têm conseguido manipular as buscas para aparecer na primeira página dos resultados do Google, mesmo que eles não tenham as informações mais relevantes. O Google periodicamente tenta corrigir isso com mudanças no sistema de ranking, mas logo os sites descobrem maneiras de manipular a nova fórmula.

Se o Knowledge Graph funcionar como devido, vai dar a visitantes menos razões para sair das páginas do Google.

Embora o Google diga que este não é o objetivo principal, qualquer coisa que dê às pessoas uma razão para elas ficarem em suas páginas por períodos mais longos e talvez fazerem mais buscas pode ajudar a empresa a ganhar mais dinheiro. O Google distribui anúncios por toda a web, mas consegue margens de lucro mais elevadas com os links comerciais que são clicados em seu próprio site.

Qualquer coisa que faça as pessoas ficarem por mais tempo nas páginas do Google pode gerar reclamações de que a empresa está mais interessada em promover seus próprios serviços do que em direcionar os visitantes a outros destinos úteis na internet.

Singhal não vê as coisas dessa maneira. Para ele, um maior número de respostas oferecidas pelo Google ajuda as pessoas a economizar tempo --consequentemente, elas fazem mais buscas e aumentam o tráfego na web.




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