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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Conheça a tecnologia usada na entrega de encomendas


 
 
Renata Ribeiro e Elaine Bast São Paulo e Nova York

Entregar pedidos em curto prazo é hoje um serviço que envolve avançada tecnologia, e não só de transportes. A coluna Conecte foi aos Estados Unidos ver como funciona a maior empresa de entregas rápidas do mundo. E, no Brasil, acompanhou a logística de um gigante dos cosméticos.

Enquanto muita gente se prepara para dormir, há um lugar na cidade de Memphis, no Tennessee, que não para nem na madrugada. Começa o turno de trabalho de dez mil pessoas. É nessa hora que o aeroporto internacional da cidade é exclusivo da Fedex, a maior empresa de entregas rápidas do mundo.

Fundada há mais de 40 anos como Federal Express, a corporação tem hoje 677 aeronaves, a segunda maior frota do planeta, atrás apenas da empresa aérea Delta Airlines.

A cada 90 segundos chega um avião da empresa. Só no aeroporto de Memphis, passam por hora, meio milhão de pacotes e documentos nas esteiras. Cada um dos pacotes passa por túneis com 30 scanners que fazem a leitura ótica dos códigos de barra. Neles há todas as informações da entrega: quem enviou o pacote, o volume, o tipo de serviço contratado e o destino da encomenda. A carga é redistribuída em novas esteiras até ser levada para o avião de novo. São 67 quilômetros de esteiras.

A central global de controle de operações da Fedex é o cérebro da companhia. Além de acompanhar a previsão do tempo, eles controlam também os planos de voo da empresa no mundo todo, em tempo real, com a ajuda de um sistema de satélites.

É o sistema que dá orientações para o piloto sobre as rotas mais rápidas e seguras. Quando o clima se torna uma ameaça para o cumprimento do prazo de entrega, a Fedex usa os dados para traçar caminhos alternativos. A empresa tem uma equipe própria de metereologistas que trabalha 24 horas por dia.

“Se há uma tempestade de neve, um furacão, tufão se aproximando , é importante para a gente saber onde e quando para que possamos ajustar planos de contingências”, explica o diretor de Operações Globais da Fedex, Paul Tronsor.

No Brasil
Pick to light, em português siginifica 'pegue pela luz', é o nome da tecnologia que agilizou o trabalho das separadoras da empresa Avon, em São Paulo. Antes elas seguiam uma lista e selecionavam item por item. Os funcionários finalizam os pedidos com os produtos que, por um motivo ou outro, não podem encaixar nas máquinas.

“A máquina tem mais de 100 metros, os produtos estão dispostos nos canais e são abastecidos pelas pessoas. A máquina automaticamente agrupa todos os produtos por pedido e de uma maneira sincronizada garante que esse pedido chegue na caixa correspondente daquela revendedora que colocou esse pedido pela internet”, explica o diretor do centro de distribuição, Filipe Dalmolin.

Cento e cinquenta milhões de dólares foram investidos no maior centro de distribuição da gigante dos cosméticos, a Avon. O software desenvolvido na Alemanha e nos Estados Unidos é sinônimo de eficiência em qualquer ponto da linha de expedição.

“A fragmentação é um dos nossos maiores desafios. E aqui que essa tecnologia nos ajuda, aumentando consideravelmente a qualidade da separação. A informação está toda no sistema dentro do código de barras”, conta Filipe.

Fim da linha de expedição e o começo de uma grande jornada. A equipe do Jornal da Globo acompanhou um pedido. Ele vai viajar mais de 1000 km de Cabreúva, interior de São Paulo, até a cidade de Itaporã, no Mato Grosso do Sul. Creme e batom para as mulheres de uma aldeia indígena.

A revendedora Avon, Julietty dos Santos Echeverria é quem recebe a caixa na aldeia Jaguapiru, onde mora. Aos 23 anos, cursa sociologia, trabalha como empregada doméstica, e sempre que pode dá um jeito de vender cosméticos para melhorar a renda. “A dificuldade de acesso para gente ir comprar, tendo uma revendedora dentro facilita muito a mim e as minhas freguesas. Eu levo pra onde eu sempre vou, pro trabalho, faculdade, sempre tá comigo, eu sempre vendo nos meus espacinhos”, fala. Poucos passos, e Julietty leva os produtos para vizinha Marciane Marques Xisto, que fez a encomenda. “Quando ela começou a vender ficou bem fácil".
 
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