983706779

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Cai a média de idade dos usuários do Facebook



Bastou Mark Zuckerberg anunciar que o Facebook atingiu a marca de 1 bilhão de usuários ativos em meados de setembro (dia 14) para deixar os analistas de negócio em polvorosa, cruzando todos os dados disponíveis atrás de sinais de fumaça que possam dar um cheiro do que esperar da divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2012.

Victor Anthony, da Topeka Capital Markets, encontrou detalhes interessantes. Por exemplo: a idade média dos usuários da rede social ao atingir 1 bilhão de usuários é 22 anos. Em 2010, quando a rede social atingiu a marca de 500 milhões de usuários, era 23 anos. E em 2008, quando a rede ultrapassou 100 milhões de usuários, era de 26 anos.

Outro dado interessante: o Facebook conquistou 57 milhões de usuários móveis entre junho e setembro de 2012, atingindo 600 milhões. A quantidade é superior a de crescimento de usuários totais da rede no período (45 milhões entre julho e setembro) e também do crescimento total da rede no trimestre anterior (54 milhões de abril a junho). O crescimento móvel acelerou ou não? É algo para olhar com lupa na divulgação dos resultados.

E 600 milhões é muito pouco diante de 5 bilhões de pessoas no mundo que têm telefones. “O Facebook deve ser capaz de atender mais pessoas e aumentar a base de usuários móveis”, admite Zuckerberg. É, sem dúvida, um desafio capaz de motivá-lo a permanecer no comando.

Durante sua fala na Universidade Estadual de Moscou, Zuckerberg garantiu que os novos anúncios móveis geraram melhores resultados para os anunciantes que os anúncios tradicionais em computadores pessoais. Resta saber se geraram uma receita maior para o próprio Facebook.

Os cinco principais países com maior base de usuários são, em ordem alfabética, Brasil, Índia, Indonésia, México e EUA (USA), onde o Facebook vem perdendo usuários este ano. Conseguiu estancar a queda? Outra informação para olhar atentamente nos resultados do trimestre.

Tem mais: 1 bilhão de usuários representa 45% dos usuários globais da Internet e 15% da população do mundo, segundo dados do IDC.

E é quase a quantidade total de usuários únicos de todos os sites do Google juntos, incluindo o YouTube, em agosto, de acordo com dados da comScore (1,16 bilhão).

A Google, aliás, é a única outra empresa de internet que chegou a um bilhão de usuários, mas levou treze anos, de 1998 a 2011, para chegar a essa marca, segundo a comScore. O Facebook levou dois terços desse período. Entre 2010 e 2011 teve crescimento muito superior que o da média de usuários globais da internet.

Ainda segundo Zuckerberg, a rede social acumulou 1,13 trilhão de cliques no botão “Curtir”, desde que lançou esse recurso em fevereiro de 2009. Como monetizar esses cliques? Transformar em dólares boa parte das 140.3 bilhões de conexões sociais.

Na verdade, a chave da sobrevivência do Facebook é a monetização dos 1 bilhão de usuários.

No anúncio de resultados do segundo trimestre, a rede social revelou que sua receita havia aumentado 32%, para US $ 1,18 bilhão. Mas a projeção para o terceiro trimestre foi de crescimento mais lento da receita.

Diante da queda da idade média, do maior crescimento do número de usuários em países em desenvolvimento e da possibilidade de que o crescimento da base, ainda que mais lento, esteja sendo maior do que o crescimento da receita, a expectativa do mercado é o de que o faturamento do Facebook por usuário possa ter ficado abaixo da média, que é de 3,2 dólares por usuário norte-americano e canadense (20% do total e a média mais alta) e de apenas 55 centavos de dólar por usuário nos países Asiáticos (a média mais baixa).

Será? Seja como for, analistas mais otimistas, como Carlos Kirjner, da Sanford Bernstein, acreditam que o aumento da receita do Facebook não dependa de uma solução única e inovadora, mas um punhado de soluções que já começaram a ser implementadas. Se forem bem sucedidas, têm potencial para fazer o faturamento atual ser multiplicado por 10 em 10 anos.
 
Postar um comentário
UA-15674926-13