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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

7 tarefas de negócios que não funcionam em iniciativas sociais


Algumas tarefas de negócios são melhor manuseadas fora das plataformas sociais, pelo menos por enquanto. Questões pessoas são um campo minado em especial

Um dos maiores desafios que as empresas enfrentam quando implementam uma rede social interna é fazer com que os empregados, de fato, a usem. As companhias normalmente gastam tempo e recursos significantes para convencer os usuários a, digamos, sair das conversas via e-mail para migrar para a plataforma social. Mas as organizações estão fazendo esse empurrão de forma muito dura e cedo demais? Existe funções e tarefas de negócios que seriam melhor mantidas fora do campo social – pelo menos por agora?

O The Brainyard perguntou a alguns especialistas em TI, mídias sociais e a algumas empresas como eles fazem esse casamento. Esses sete pontos foram o resultado, apontando onde as plataformas sociais ainda não estão preparadas para lidar.

1. Discussões menos especializadas

Nos primeiros dias da implementação de uma plataforma de rede social corporativa, os usuários gastam muito tempo tentando entender o sistema, especialmente se não são grande usuários do Facebook ou Twitter, por exemplo, ou não estão acostumados com as práticas sociais. Com isso, as pessoas ficam, de início, de forma intermitente no sistema, ou talvez nem use. E mesmo quando uma ferramenta está rodando por algum tempo, podem existir usuários que, seja lá qual for a razão, não se engajem. É importante saber quem está ativo e quem não está, antes de decidir focar em uma discussão de negócios ou colaboração crítica por meio da plataforma.

“Conforme uma comunidade amadurece e as pessoas olham para as redes sociais corporativas pensando em colaboração, mais poderá ser feito com uma comunidade robusta de profissionais envolvidos”, disse Ari Lightman, professor da Carnegie Mellon University e diretor do Instituto CIO. “Nos primeiros dias de maturidade, esse pode não ser o caso, e poderia haver, também, hesitação e até mesmo ressentimento se as expectativas não são entregues ou comunicadas corretamente. Por exemplo, se você está tentando pesquisar um processo de fabricação e nenhum dos especialistas está online e usando a colaboração social, a plataforma poderia ser uma perda de tempo,”

2. Falsos CEOs

É bastante comum que “pessoas muito importantes” usem os outros para postar em seu nome em redes públicas, como Facebook e Twitter. Essa prática pode ser OK – e até esperada – em redes externas, mas ela não funciona internamente, de acordo com Michael Idinopulos, Chief Customer Officer da Socialtext, uma plataforma de colaboração em negócios. “Os funcionários podem dizer quando o CEO não postou tal mensagem. Sério, eles podem.”

3. Brainstorms

Enquanto não há espaço para barinstormings de alta escala nas redes sociais públicas, as empresas precisam fazer alguns debates pontuais, sabendo qual usuário fará a discussão e quando. “Imagino que há momentos em que você não queira que suas ideias sejam vetadas por um grande grupo”, disse Lightman. “Muitas vezes, as ideias precisam ser bem pensadas, construídas e pesquisadas antes da disseminação num grupo social.”

4. ‘Empresa-pedias’

Construir versões corporativas da Wikipedia – as empresa-pedias – como define o executivo da Socialtext, não vale a pena. “Inspiradas pela Wikipedia, muitas empresas tentam construir suas enciclopédias de conhecimento autoral,” diz Idinopulos. “Quase todas falharam. Isso acontece, pois ninguém realmente quer construir uma enciclopédia – ou ler uma sobre tal assunto.”

5. Worksourcing

Você pode argumentar que Tom Sawyer usou crowdsourcing para pintar a cerca branca da tia Polly. Mas não tente fazer isso em redes sociais corporativas, mesmo com a melhor das intenções, aconselha Lightman. “(Não é) vantajoso tentar e nem usar crowdsource no trabalho”, diz. “Vamos ser realistas: há tarefas em que os funcionários precisam fazer por si mesmos, e eles não podem terceirizar responsabilidades para os outros.”

6. Repreensões

Redes sociais corporativas são grandes plataformas motivacionais para os funcionários, mas elas não são o lugar para frustrar expectativas. “As vezes, nas plataformas internas, veremos um administrador ou gerente postar um comentário frustrante sobre algo que os funcionários estão fazendo, como o não cumprimento dos prazos de entrega de relatórios”, avalia Jason Duncan, presidente da ManagerComplete. “Este comentário negativo, por sua vez, é então visto por todos ou parte da organização, e o impacto pessimista se espalha por entre a empresa. Assim, qualquer comentário publicado por alguém do alto escalão precisa ser cuidadosamente considerado. É fácil pegar e comentar sobre algo que as pessoas estão fazendo de errado. A chave é comentar quando as pessoas estão fazendo algo certo. Ou, pelo menos, dar um retorno positivo.”

7. Questões pessoais

Amanda Haddaway, autora de “Destino do Mundo Real: Sucesso após a graduação”, concorda que as repreensões devam ser deixadas para um ambiente privado. Na verdade, disse ela, o cara a cara é o melhor para qualquer coisa relacionada a algo pessoal. “Ferramentas como o Yammer são ótimas para a colaboração interna, mas há temas que são melhor tratados na boa e velha conversa olho no olho”, analisa.”Poucos temas vêm à mente – problemas de desempenho, tópicos confidenciais relacionadas a discussões salariais… Estas são todas questões sensíveis, e melhor tratadas pessoalmente.”



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