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sexta-feira, 1 de março de 2013

Pesquisadores simulam 'rodinhas' de metaleiros em computador

Conclusão é que sua movimentação pode ser similar a partículas de gás.
Vídeos de shows na internet serviram de base para estudo.

Cientistas compararam a conduta coletiva de roqueiros em shows de heavy metal, quando se juntam em roda para "bater cabeça", e perceberam que sua movimentação pode ser prevista por modelos teóricos simplificados, como ocorre com moléculas de gases ou com aves que voam em bandos.

O estudo foi conduzido por físicos da Universidade de Cornell, em Nova York, e por enquanto ainda não foi publicado em nenhuma revista científica.

Empurra-empurra de metaleiros foi transferido para modelo de computador (Foto: Leon Neal/Arquivo AFP)

Para fazer sua análise, os autores liderados por Jesse Silverberg e Itai Cohen se basearam em vídeos do YouTube de roqueiros em roda para quantificar o movimento da multidão. Depois, criaram simulações de computador com dois tipos de "metaleiros": alguns mais ativos, que tendem a se movimentar mais e seguir outros indivíduos que estejam se mexendo, e outros mais passivos, representando aqueles espectadores de shows que preferem ficar parados, alheios à "bagunça" dos mais agitados.

Eles notaram então que, quando as colisões entre os agitados preponderava sobre a tendência de um indivíduo seguir outro, formava-se a clássica "rodinha" de show e, nesse caso, os metaleiros se comportam como moléculas de um gás com uma determinada temperatura.

No entanto, quando a tendência de seguir uns aos outros se sobrepunha às colisões, formavam-se rodinhas circulares que lembram redemoinhos humanos. A grande maioria dessas rodinhas (95%) giram no sentido anti-horário, independente do país, um fato que pode estar associado com a proporção entre destros e canhotos. Neste caso, os metaleiros se comportam como uma mistura de gases com várias temperaturas.

Os físicos esperam que o trabalho forneça pistas sobre como as pessoas poderiam se mover em situações de desespero, como num prédio em chamas. Experiências sobre o movimento humano em multidões já foram feitas, mas essas simulações artificiais não reproduziram o pânico real, diz Silverberg. Shows de heavy metal, porém, se parecem melhor com um caso de choque.


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