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quarta-feira, 6 de março de 2013

Software criado para combater a violência do futebol nas redes sociais será lançado

Confronto entre as torcidas Fanáutico e Jovem, no ano passado, foi marcado pelo Twitter

Programa será cedido à Secretaria de Defesa Social (SDS) do Estado

Cassio Zirpoli - Diario de Pernambuco

Desenvolvido em segredo há um ano, um software programado para combater a violência no futebol através das redes sociais na web será lançado neste mês em Pernambuco. Orçado em R$ 900 mil e criado por um pool de empresas, entre elas a poderosa Microsoft, o software será cedido à Secretaria de Defesa Social (SDS) do estado. Trata-se de um megacruzamento de dados e arquivamento de informações colhidas em redes como Facebook, Twitter, Orkut etc. Segundo a Federação Pernambucana de Futebol, que participou do investimento com uma fatia de 10%, a ideia é mapear e monitorar os focos de violência na região metropolitana, uma vez que a mesma interação que as redes sociais fomentam para agregar pessoas serve também para agilizar processos um tanto controversos.

No futebol, por exemplo, é comum a agenda negativa criada por supostos integrantes de torcidas organizadas, publicada nos respectivos perfis virtuais. No Recife, membros das três principais facções já brigaram nas ruas e nos estádios após ameaças na internet. Públicas, mas quase sempre descobertas após os fatos. A nova plataforma deve ser a primeira em uma federação de futebol no país. “Amanhã (hoje), vamos assinar o protocolo cedendo esse programa ao governo, que poderá cruzar milhões de dados”, argumenta o presidente da FPF, Evandro Carvalho.

Crime virtual

Um dos casos mais violentos no estado aconteceu em 19 de novembro de 2012, quando a sede da Fanáutico, na Boa Vista, foi invadida por supostos membros da Torcida Jovem. No mesmo dia, após mensagens através do Twitter (“Integrantes da jovengay (sic) tentaram invadir nossa sede hoje com barras de ferro, não conseguiram... Mas vai ter volta!”), supostos membros da uniformizada alvirrubra resolveram vingar a organizada e tentaram invadir a sede da maior organizada do Leão, no mesmo bairro. Resultou num confronto no meio da rua. Tiros para o alto, pedaços de madeira e ferro arremessados de um canto para o outro e mais ameaças.

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