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segunda-feira, 22 de abril de 2013

LinkedIn fica com jeito de Facebook

A rede social voltada para contatos profissionais anunciou na madrugada desta quinta-feira (18) uma nova versão de seu aplicativo para iPhone e Android

Por João VARELLA

O LinkedIn afrouxou a gravata nos celulares. A rede social voltada para contatos profissionais lançou na madrugada desta quinta-feira (18) uma nova versão de seu aplicativo para iPhone e Android. O novo app dá um banho de loja na rede social e dá uma maior ênfase na criação e consumo de conteúdo. O resultado geral é que o aplicativo parece ter ficado mais parecido com a versão móvel do Facebook, a rede social mais popular do mundo.




Em uma demonstração à DINHEIRO, foi possível visualizar que o botão de curtir e a caixa de comentários ficam em posições muito similares ao que acontece com o Facebook hoje. O gerente de produtos para celular do LinkedIn, Tomer Cohen, porém, descarta a comparação. “Nosso foco é 100% profissional”, disse ele à DINHEIRO. Segundo ele, a partir da atualização, os usuários perceberão os três pilares que guiaram o LinkedIn nessa reformulação: design mais intuitivo, fluxo de atualizações com algoritmos prontos para detectarem as atualizações mais úteis e navegação leve.

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Segundo Osvaldo Barbosa, diretor geral para o Brasil do LinkedIn, a área de “insights” (palavra em inglês que pode ser traduzida como ideias ou percepções), que nada mais é que o conteúdo, será reforçada com o novo app e outras estratégias da empresa. Há atualmente uma rede de 200 líderes globais notáveis conveniados para reforçar esse conteúdo. Em breve, essas postagens devem ser traduzidas ao português e o time deve contar com brasileiros. “Não há um prazo para isso acontecer, mas uma boa parte de nosso público lê em inglês e vai poder aproveitar”.

De acordo com Cohen, os dispositivos móveis vem crescendo fortemente nos últimos meses. Em 2012, 27% dos visitantes únicos do LinkedIn acessaram por meio de tablets e celulares, uma diferença de 12 pontos percentuais a mais em relação ao ano anterior. “Cerca de 30% das visualizações de oportunidades de emprego são feitas por dispositivos móveis”, diz. 

Nos planos da empresa está uma convergência na tecnologia do Pulse, aplicativo de leitura de notícias recentemente adquirido pelo LinkedIn por US$ 90 milhões. A rede social, que na virada do ano divulgou ter 200 milhões de usuários ativos, também quer explorar a tecnologia GPS dos celulares para as buscas de conteúdo. Vai ficar como a rede social Foursquare? “Não, nosso foco é profissional”, afirma Cohen.

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