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terça-feira, 21 de julho de 2015

Mitsubishi se desculpa por ter escravizado presos na guerra


A Mitsubishi pediu desculpas públicas por ter mantido soldados americanos em regime similar à escravidão durante a 2ª Guerra Mundial. É a primeira empresa privada japonesa a se desculpar por isso – o governo já havia expressado remorsos em ocasiões anteriores. 

Em uma cerimônia que marca o aniversário de 70 anos do fim do conflito, um representante da Mitsubishi Materials Corporation, Hikaru Kimura, pediu desculpas em nome da companhia.

“Para manter o mesmo espírito da missão de nossa companhia, hoje nos desculpamos, com remorso, dos trágicos eventos do nosso passado, e expressamos nossa profunda determinação de trabalhar na direção de um futuro melhor”, disse Kimura.

A empresa conseguiu localizar apenas dois sobreviventes dos campos de trabalho forçado. Um deles é James Murphy, veterano de guerra de 94 anos, capturado pelos japoneses durante a guerra e forçado a trabalhar nas minas da Mitsubishi Mining Co.

“Era escravidão de todas as formas: não havia comida, medicamentos, roupas ou saneamento”, afirmou ele, dizendo que era ainda mais mortificante saber que o material era empregado para fabricar caças usados na luta contra os norte-americanos.

Murphy era um dos 900 soldados capturados que trabalhavam para a Mitsubishi em campos de concentração – 27 morreram por causa das péssimas condições.

A empresa não ofereceu nenhuma compensação financeira, mas Murphy afirmou que este era “um dia glorioso”, pelo qual esperou por 70 anos.

No total, mais de 12.000 soldados norte-americanos foram capturados e forçados a trabalhar para empresas privadas e para o governo no Japão, e mais de 1.100 morreram.

Além dos norte-americanos, também foram capturados soldados ingleses, chineses, coreanos e filipinos, forçados a produzir armamentos e outros materiais de guerra em mais de 50 locais diferentes.

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