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sábado, 15 de agosto de 2015

Estar solteiro ou acompanhado pode mudar finanças pessoais; veja dicas


Solteiros contaram ao G1 como o fim do namoro mudou o orçamento.
Neste sábado (15), é comemorado o Dia dos Solteiros.



Karina Trevizan Do G1, em São Paulo
Ana conta que, sem namorar, a frequência de passeios diminuiu e ela reduzido as despesas (Foto: Arquivo Pessoal)


 Neste sábado (15), é comemorado o Dia dos Solteiros. Solteira há cerca de 1 ano, a analista de planejamentos Lucineide Miranda, de 27 anos, aponta uma desvantagem em estar desacompanhada: a financeira. Desde que terminou seu relacionamento, as baladas, bares e churrascos têm elevado bastante seus gastos mensais. Enquanto isso, a assistente técnica Ana Carolina, de 31 anos, conta que seus gastos pessoais começaram a diminuir há 4 meses, quando terminou um namoro de aproximadamente 1 ano. Para as duas, a mudança no status de relacionamento alterou o orçamento pessoal, porém de formas diferentes.

O educador financeiro Edward Claudio Jr, da DSOP, afirma que o que determina o volume de gastos de uma pessoa, seja solteira ou não, são sonhos e objetivos. “Os gastos acabam sendo diferentes. Quando a pessoa é solteira, principalmente se ainda mora com os pais, não tem os custos de quando é se casado e já constituiu família e acaba gastando mais com coisas pessoais”, pondera o especialista.

Lucineide aumentou os gastos com lazer depois que ficou solteira (Foto: Arquivo Pessoal)

 “Quando a relação já está mais forte, mesmo não estando casado, um casal já começa a ter certos objetivos como casa própria, casamento, e fazem um planejamento. Mas tem muitos solteiros que, mesmo não tendo um namoro, guardam dinheiro para coisas que querem realizar em outro momento da vida”, diz Edward.

O administrador Henrique, de 32 anos, está solteiro desde maio depois de 1 ano namorando, e afirma que os gastos depois do rompimento diminuíram. Ele tem o hábito que Edward Claudio Jr destaca: além de guardar dinheiro, possui o desejo de fazer um MBA fora do país e outras viagens.

“Eu saio muito pouco para balada mesmo estando solteiro. Sou uma pessoa bem comedida financeiramente, ou o que se chama de ‘pão-duro’”, diz ele, acrescentando que deixa para gastar apenas com festas a que ele realmente tem vontade de ir, sempre procurando planejar os passeios com antecedência. “Hoje, como solteiro, talvez seja mais adepto de usar um aplicativo como o Tinder do que ir numa balada para conhecer alguém. Eu gosto mais de conhecer pessoas casualmente do que numa balada. Conheci minha ex-namorada fotografando um carro, por exemplo.”


 Solteiro ou acompanhado, saiba equilibrar os gastos

• Quem tem um objetivo definido se planeja melhor. Saiba qual é o destino do dinheiro poupado (comprar uma casa, trocar de carro, fazer uma viagem etc)

 • Depois de definir sua meta, estabeleça o valor que precisa guardar todo mês para atingi-la no tempo que deseja

 • Guarde dinheiro, mas não deixe de viver. Separar uma parte da renda mensal para gastos com lazer é importante

 • Não “estoure” o limite da quantia que você separou para o lazer. Se o valor destinado a baladas no mês todo foi gasto em apenas um fim de semana, procure outras alternativas para se divertir sem gastar nos próximos

 • Casais devem saber qual é o sonho ou objetivo financeiro do parceiro. Assim, os dois podem planejar juntos para atingir esses alvos
(Fonte: Edward Claudio Jr, da DSOP)


Estilos de vida diferentes

No caso de Lucineide Miranda, os gastos depois do término de seu namoro subiram justamente por causa de despesas com lazer. “Quando você tem uma pessoa, tem a divisão de gastos quando sai. Solteira, o gasto fica só por sua conta”, compara. “Eu costumo sair praticamente todos os finais de semana. A partir de sexta à noite já tenho compromisso e por aí vai até domingo, e acabo gastando. Na sexta é barzinho, no sábado é balada e no domingo é mais churrasco na casa de amigos, por exemplo.”

“Namorando, ou ele ia para a minha casa ou eu para a dele, o máximo que a gente fazia era comprar uma pizza. No sábado ia jantar ou a um parque, ou na casa de um amigo que também namora, são coisas que gastam menos. Domingo era praticamente o dia todo em casa assistindo filme”, descreve Lucineide.

Com Ana Carolina, o que aconteceu foi justamente o contrário. “Sinto que gasto mais quando estou com alguém. Saio mais. Quando estou sozinha, geralmente não saio muito e faço programas gratuitos como ir ao parque, andar de bicicleta ou ficar em casa mesmo”, conta. “Saio mais quando tenho companhia. Tenho poucos amigos também, por isso saio bem pouco para bares e baladas. Sou mais do dia”, define ela.

Morar sozinha também faz com que Ana controle mais as despesas com lazer. “Tenho despesas que me deixam insegura para sair gastando muito. Sou famosa por ser ‘pão dura’”, brinca ela.

Para Henrique, o fato de não morar mais com os pais também pesa. Ele divide o apartamento onde mora com um amigo, e diz que tem gastado menos depois que terminou seu relacionamento. “Gasto um pouco mais quando estou namorando porque, mesmo sendo ‘pão-duro’, acabo querendo fazer um pouco mais bonito com a pessoa. Com uma garota com quem estou saindo, por exemplo: a gente foi num bar e fiz questão de pagar a conta. Não precisava, ela é independente e bem sucedida, mas eu quis fazer pela situação. Fazer de vez em quando eu acho elegante. Mas sempre, não. Acho machista.”


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