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terça-feira, 4 de agosto de 2015

Nova resolução da Anvisa deve acabar com testes em animais

Nova resolução da Anvisa deve acabar com testes em animais
Indústrias têm cinco anos para passar a usar testes alternativos.
Anvisa aprovou 17 novos métodos para experimentar produtos.


As indústrias que utilizam animais para testar produtos como cosméticos, medicamentos e produtos de limpeza terão cinco anos para passar a usar métodos alternativos. É o que determina uma nova resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que deve ser publicada nos próximos dias.

"Nós aprovamos 17 novos métodos alternativos, que substituem, em algumas áreas, o uso de animais. Por exemplo: para irritação de pele e para análise de irritação ocular, especialmente na área de cosméticos. Esses novos métodos podem ser utilizados também em outras áreas que a Anvisa registra, como medicamentos ou agrotóxicos, mas, nesses casos, não dá para substituir totalmente o uso de animais", explica o diretor da Anvisa, Ivo Bucaresky.

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Para o Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal de São Paulo, a medida é uma vitória, já que muitas das pesquisas provocam reações nos bichos. "Você imagina, por exemplo, o teste de um cosmético que é feito no olho de um animal - de um coelho, de um porquinho da índia -, e que esse animal não possa apresentar nenhum tipo de comportamento que tente eliminar esse produto do olho. É um teste que causa muita dor e sofrimento", diz a diretora técnica do Fórum, Vânia Plaza Nunes.

Há muito tempo, entidades de proteção aos animais pressionam o governo para mudar as leis no Brasil e fazer com que as indústrias utilizem métodos alternativos. Mas a polêmica em torno do uso de animais em testes de laboratório ganhou força dois anos atrás, quando ativisitas invadiram o prédio onde funcionava o Instituto Royal, em São Roque (SP), e retiraram de lá quase 200 cães da raça beagle, que eram mantidos no laboratório para testes de cosméticos. Na época, o instituto informou que mais de dez anos de pesquisas foram perdidos durante a invasão. Menos de um mês depois, a empresa fechou.

Boa parte da população concorda em dar um basta ao sofrimento dos animais e comemora a nova resolução. "Eu acho que não se deve usar animais para fazer esse tipo de coisa. Hoje em dia, a ciência tem outros meios e pode muito bem usá-los para não usar os animais, que são seres vivos. Afinal, se não podem testar na gente, por que vão testar em animal?", questiona o administrador Emerson de Oliveira Rocha.

A aposentada Sandra Regina Campos tem a mesma opinião. "Eu sou a favor de outros métodos para pesquisa. Sou muito a favor da pesquisa, acho que neste momento as pesquisas são importantes para o ser humano mas que mantenha os animais afastados..sou a favor que usem outros métodos".

Ativisitas invadiram o prédio do Instituto Royal e retiraram de lá quase 200 cães da raça beagle (Foto: Reprodução TV TEM)

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